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Abecip projeta aproximadamente R$ 411 bilhões em concessões de crédito imobiliário para 2026

A Abecip passou a estimar que as concessões de crédito imobiliário alcançarão aproximadamente R$ 411 bilhões em 2026, um avanço de 25% em relação a 2025.

O que mudou nas projeções da Abecip

A nova estimativa de aproximadamente R$ 411 bilhões para 2026 representa aumento da previsão anterior: a projeção divulgada antes apontava alta de 16% para o ano. A associação atribui a revisão, em grande parte, ao reforço de recursos do FGTS e à entrada de verbas do Fundo Social do Pré‑Sal.

Números e composição esperada do funding

  • Concessões totais previstas (2026): cerca de R$ 411 bilhões (alta de 25% vs 2025).
  • FGTS e Fundo Social: a Abecip projeta que concessões com essas fontes atinjam cerca de R$ 195 bilhões em 2026; a expectativa de expansão das operações financiadas com recursos do FGTS foi revista para 38% (era 5% no início do ano).
  • SBPE (poupança): projeção de crescimento ajustada de 15% para 18%, com expectativa de R$ 185 bilhões em concessões vindos da poupança em 2026.
  • Recursos livres: crescimento estimado em 31% no ano, em torno de R$ 31 bilhões.

O desempenho observado no primeiro semestre

  • Concessões entre janeiro e junho somaram R$ 180,9 bilhões, avanço de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Financiamentos via SBPE, no mesmo intervalo, somaram R$ 93,7 bilhões (alta de 29% ante janeiro‑junho do ano anterior).
  • O crédito para aquisição de imóveis avançou 12% na comparação anual mencionada.
  • Os financiamentos à produção ‘mais que dobraram’ na comparação anual — expressão usada pela Abecip sem percentual numérico exato.

Por que o FGTS e o Fundo Social influenciam tanto

A Abecip indica que o reforço do FGTS foi o principal fator que motivou a revisão das estimativas. Com a ampliação do orçamento destinado à habitação e a entrada de recursos do Fundo Social, a entidade avalia que as concessões com FGTS e Fundo Social podem tornar‑se a principal fonte de financiamento habitacional em 2026.

Michel Cury, presidente da Abecip, afirmou que o primeiro semestre mostrou demanda consistente por financiamento mesmo com juros elevados, e que o desempenho do SBPE junto com a ampliação de recursos à habitação permitiu rever as estimativas.

Riscos e limitações das projeções

  • A Abecip destacou que o nível elevado dos juros é um dos principais riscos à evolução do crédito imobiliário.
  • Parte da forte expansão do crédito à produção decorre, segundo a própria entidade, de uma base de comparação enfraquecida no início do ano passado, o que reduz a probabilidade de manutenção do mesmo ritmo no segundo semestre.
  • As projeções (R$ 411 bilhões, R$ 195 bilhões, R$ 185 bilhões, R$ 31 bilhões) são estimativas; não há garantia de que serão alcançadas ao final de 2026. Também não foi detalhado quanto exatamente do total previsto virá do Fundo Social do Pré‑Sal.
  • A expressão ‘mais que dobraram’ usada para financiamentos à produção não traz percentual exato no material consultado.

O que isso significa na prática para compradores e profissionais

Os dados sugerem uma mudança na composição do funding habitacional em 2026, com maior peso de operações patrocinadas pelo FGTS e pelo Fundo Social e participação relevante da poupança (SBPE). Para compradores que dependem de financiamento, a mensagem principal é que há maior disponibilidade projetada via essas fontes, mas o risco de juros elevados permanece e pode influenciar custos e condições.

Para profissionais do crédito e do mercado imobiliário, a revisão impõe atenção à origem dos recursos (FGTS/Fundo Social versus SBPE e recursos livres) e à sustentabilidade do ritmo observado no primeiro semestre, tendo em vista a ressalva sobre base de comparação e a incerteza sobre a materialização integral das estimativas.

Leitura final: a Abecip elevou a projeção para o crédito imobiliário em 2026 para aproximadamente R$ 411 bilhões, citando reforço do FGTS e verbas do Fundo Social como fatores centrais, mas ressalta riscos relevantes, sobretudo juros elevados e distorções de base de comparação.


Fonte consultada: InfoMoney — Mercado Imobiliário — acessar publicação original.

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