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Pesquisa indica que 40% já descartaram imóvel por risco climático; no Sul chega a 51%

Quarenta por cento dos entrevistados disseram já ter deixado de considerar a compra ou a locação de um imóvel ou de uma determinada região por causa de riscos relacionados ao clima; no Sul esse percentual chega a 51%.

O que a pesquisa mediu

O levantamento da Brain Inteligência Estratégica, realizado em junho de 2026, perguntou sobre influência de riscos climáticos nas decisões de compra ou locação. Em nível nacional, 40% relataram já ter deixado de considerar um imóvel ou região por esse motivo; um ano antes esse indicador era de 22%, uma diferença de 18 pontos percentuais.

Percepção dos fenômenos climáticos

Entre os fenômenos percebidos pelos entrevistados aparecem ondas de calor/aumento de temperatura (68%), chuvas intensas e tempestades (53%) e enchentes ou alagamentos (30%). Quando a pergunta foi sobre o motivo específico para descartar uma propriedade ou região, enchentes e alagamentos lideraram com 31%; calor excessivo foi citado por 4% e falta de áreas verdes por 2%.

Contexto regional: foco no Sul

No Sul do Brasil os números são mais expressivos. Segundo a pesquisa da Brain, 51% dos entrevistados da região afirmaram já ter deixado de considerar um imóvel ou uma região por questões climáticas. No Sul, 48% dizem que os riscos climáticos influenciam muito ou são decisivos na escolha do imóvel; chuvas intensas e tempestades foram mencionadas por 70% dos moradores da região e enchentes/alagamentos por 49%. Entre os motivos citados para descartar uma propriedade na região, 44% apontaram enchentes ou alagamentos.

Dados do IBGE que contextualizam exposição

A pesquisa do IBGE sobre as enchentes de 2024 estimou 2.328.093 domicílios nas áreas pesquisadas mais impactadas. A pesquisa incluiu 133 municípios afetados e contou com mais de 30 mil domicílios na amostra; 55,5% dos moradores relataram algum tipo de dano estrutural em seus domicílios após as inundações.

Preferências por atributos ambientais

O levantamento também perguntou sobre características desejadas em uma futura moradia: áreas verdes próximas foram citadas por 49% dos entrevistados; boa arborização por 42%; boa ventilação ou conforto térmico por 40%; menor poluição e ruído por 28%; e menor exposição a enchentes e alagamentos por 18%. Além disso, 56% afirmaram que considerariam morar em uma região menos urbana por melhor qualidade ambiental (61% no Sul) e 20% disseram que talvez fariam essa mudança dependendo do acesso ao trabalho e serviços.

Impacto e interpretação cautelosa

Os números sugerem que riscos climáticos já entram na decisão de parcela relevante de compradores e locatários, com efeitos mais fortes no Sul. No entanto, a ficha não traz detalhes sobre tamanho da amostra, distribuição regional da amostra da pesquisa da Brain nem margem de erro, o que limita a precisão de comparações entre regiões e a extrapolação dos percentuais para a população geral.

O que o leitor pode checar

  • Confirmar metodologia e tamanho/amostragem da pesquisa da Brain antes de generalizar os percentuais.
  • Consultar mapas e dados oficiais sobre risco de enchentes e histórico de inundações para o imóvel ou bairro em questão.
  • Comparar atributos valorizados (áreas verdes, ventilação, exposição a enchentes) com a oferta de imóveis ao avaliar opções.

As cifras usadas aqui derivam exclusivamente do levantamento da Brain (junho de 2026) e da pesquisa do IBGE sobre enchentes de 2024, conforme os itens relatados no material fonte.


Fonte consultada: Broker News BR — acessar publicação original.

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