Aluguel acumula 9,13% em 12 meses; variação de setembro foi 0,52%
Em setembro de 2026 os preços anunciados de aluguéis residenciais subiram 0,52% — a menor variação mensal desde abril — e acumularam alta de 9,13% em 12 meses, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial.
O que os números mostram
O indicador, que acompanha preços anunciados para novos contratos em 36 cidades, registrou sequência de desaceleração pelo sexto mês: abril 1,04%; maio 0,85%; junho 0,81%; julho 0,70%; agosto 0,55%; setembro 0,52%.
- Alta acumulada em 12 meses: 9,13%.
- IPCA em 12 meses para comparação: 4,58%.
- Acumulado de janeiro a setembro de 2026: aluguéis +7,11% versus IPCA 3,95% no mesmo período (diferença de 3,16 pontos).
Distribuição por cidades e capitais
Das 36 cidades monitoradas, 31 registraram aumento dos aluguéis em setembro. No acumulado de 2026 houve alta em 35 localidades; a única queda registrada foi em Pelotas (-6,52%).
Entre capitais, as maiores valorizações em 12 meses foram: Fortaleza 16,59%; Natal 16,51%; Aracaju 15,52%; Rio de Janeiro 14,80%; Vitória 14,22%.
Preços por metro quadrado e tipologias
O preço médio anunciado para locação residencial nas 36 cidades chegou a R$ 54,77 por metro quadrado em setembro. Entre capitais, valores por m² em setembro incluíram São Paulo R$ 65,78; Recife R$ 64,39; Belém R$ 62,25; Rio de Janeiro R$ 61,86; Florianópolis R$ 61,81.
Por tipologia, unidades de um dormitório tiveram preço médio de R$ 72,68/m² e unidades de três dormitórios R$ 47,22/m². Apartamentos de dois dormitórios registraram a maior valorização em 12 meses (10,15%).
Estimativa de aluguel para apartamento de 50 m² (valores anunciados, sem condomínio/IPTU): São Paulo R$ 3.289; Teresina R$ 1.630.
Relação aluguel vs. preço de venda e rentabilidade
Em 12 meses, aluguéis subiram 9,13% enquanto preços de venda avançaram 5,51% — diferença de 3,62 pontos percentuais. A rentabilidade média bruta estimada com locação residencial apontada pelo levantamento é 6,13% ao ano (indicador relaciona aluguel anunciado ao preço de venda, sem descontar despesas).
Entre capitais, maiores rentabilidades estimadas: Recife 8,30% a.a.; Cuiabá 8,18% a.a.; Belém 8,15% a.a.; Natal 8,03% a.a.; Manaus 7,94% a.a. São Paulo registra retorno médio estimado de 6,43% a.a.
Interpretação cautelosa
Os números referem‑se a anúncios para novos contratos, não a reajustes efetivamente aplicados em contratos vigentes. A ficha metodológica detalhada (tamanho da amostra por cidade, critérios de inclusão) não foi apresentada no material original e limita a avaliação da representatividade local.
O que o leitor deve considerar
- Os percentuais apresentados são nominais e comparativos no período indicado; variáveis locais (oferta, demanda, poder de compra) explicam dispersão entre cidades.
- Quando comparar regiões, observe preço por m², tipologia e rentabilidade bruta estimada, lembrando que despesas como condomínio e impostos não foram descontadas nas estimativas de retorno.
Fonte consultada: InfoMoney — Mercado Imobiliário — acessar publicação original.
