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Condomínio médio no Rio sobe 8,8% no 1º semestre de 2026; Lagoa tem a maior média

Sim: o condomínio médio anunciado no Rio de Janeiro subiu 8,8% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, e a Lagoa passa a concentrar a maior média entre bairros.

O que o levantamento analisou

A Loft tratou mais de 400 mil anúncios publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais do Rio, removendo duplicidades e inconsistências. A comparação abrange anúncios ativos entre janeiro e julho de 2025 e de 2026, com o resultado reportado como variação do primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025. O valor de condomínio por bairro foi calculado como média ponderada pelo volume de anúncios. Para inclusão nos rankings, a Loft exigiu ao menos 1.000 anúncios ativos no período considerado; para o ranking de maior variação, houve ainda o filtro de condomínio médio acima de R$ 300 em 2025.

Principais números e rankings

O condomínio médio na cidade passou de R$ 572 para R$ 622 por mês (+8,8%).

Top 10: bairros com condomínio médio mais caro em 2026 (valor 2025 → 2026, variação, área média 2026)

  • Lagoa: R$ 2.053 → R$ 2.293, +11,7%, 158 m²
  • Ipanema: R$ 1.857 → R$ 2.091, +12,6%, 132 m²
  • Barra da Tijuca: R$ 1.838 → R$ 2.070, +12,6%, 191 m²
  • Barra — Jardim Oceânico: R$ 1.877 → R$ 1.984, +5,7%, 184 m²
  • Leblon: R$ 1.825 → R$ 1.970, +7,9%, 128 m²
  • Gávea: R$ 1.553 → R$ 1.734, +11,6%, 183 m²
  • Jardim Botânico: R$ 1.370 → R$ 1.454, +6,1%, 169 m²
  • Copacabana: R$ 1.232 → R$ 1.426, +15,8%, 120 m²
  • Flamengo: R$ 1.197 → R$ 1.333, +11,3%, 129 m²
  • Humaitá: R$ 1.278 → R$ 1.267, -0,9%, 109 m²

Top 10: bairros com maior alta percentual no condomínio (valor 2025 → 2026, variação, área média 2026)

  • Taquara: R$ 483 → R$ 608, +25,8%, 109 m²
  • Jacarepaguá: R$ 875 → R$ 1.057, +20,8%, 107 m²
  • Tijuca: R$ 1.008 → R$ 1.194, +18,5%, 112 m²
  • Andaraí: R$ 809 → R$ 940, +16,2%, 99 m²
  • Copacabana: R$ 1.232 → R$ 1.426, +15,8%, 120 m²
  • Catete: R$ 705 → R$ 815, +15,7%, 75 m²
  • Barra da Tijuca: R$ 1.838 → R$ 2.070, +12,6%, 191 m²
  • Ipanema: R$ 1.857 → R$ 2.091, +12,6%, 132 m²
  • Méier: R$ 711 → R$ 799, +12,5%, 105 m²
  • Freguesia (Jacarepaguá): R$ 888 → R$ 994, +11,9%, 133 m²

Contexto e interpretação cautelosa

A maioria dos bairros mais caros está na Zona Sul; as exceções na lista são a Barra da Tijuca e o Jardim Oceânico, na Zona Oeste. A Loft atribui a alta a dois movimentos combinados: expansão de empreendimentos verticais em bairros periféricos/intermediários (aumentando condomínios médios nesses locais) e reajustes reais das taxas em edifícios já valorizados. Essa explicação foi apresentada como interpretação dos dados pela Loft.

Limitações a observar: a fonte informa tanto o período como “primeiro semestre de 2026” quanto a comparação entre “janeiro e julho de 2025 e de 2026”, o que cria imprecisão sobre o intervalo exato usado em cada cálculo. Além disso, os números referem-se a médias calculadas a partir de anúncios, não a taxas efetivamente pagas em contratos ou cobranças registradas em condomínio; não há contagem pública detalhada dos anúncios por bairro além do critério mínimo para inclusão.

O que isso significa para quem compra ou aluga

  • O levantamento mostra que o custo do condomínio anunciado cresceu de forma relevante em 2026 e que bairros tradicionalmente valorizados continuam com os maiores encargos médios mensais.
  • Para comparar ofertas, compradores e locatários devem considerar o condomínio médio do bairro além do preço do imóvel — os dados sugerem que diferenças de bairro podem ter impacto significativo no custo mensal.
  • Como os números se baseiam em anúncios, é recomendável confirmar o valor do condomínio junto ao vendedor, à administradora ou no contrato do imóvel antes de tomar decisão.

Fonte consultada: Portas — acessar publicação original.

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