65% das incorporadoras apontam cota condominial como principal atrito na entrega das chaves
Resumo curto: A pesquisa realizada pela Abrainc e pela Superlógica mostra que 65% das incorporadoras identificam o valor da cota condominial como o principal foco de atrito na Assembleia Geral de Instalação.
O que a pesquisa mostrou
Do total de respondentes, 53 das 96 incorporadoras associadas à Abrainc participaram do levantamento. Entre elas, 65% apontaram a cota condominial como o principal ponto de conflito na assembleia de instalação.
Outros dados destacados: 33% dos respondentes informam a estimativa da taxa apenas na própria assembleia; 60% colocaram a taxa condominial à frente de reclamações sobre atraso, vistoria ou entrega da obra; e 53% disseram que a taxa supera discussões como a escolha do síndico.
Contexto e limites dos dados
O estudo ouviu profissionais em cargos de coordenação, gestão ou diretoria (87% dos respondentes). As empresas representadas somam R$ 90 bilhões em Valor Geral de Vendas e cerca de 45% das unidades lançadas no país, conforme divulgado.
Limitações relevantes: a ficha pública não informa a data de aplicação da pesquisa nem o texto das perguntas, e não esclarece se os números de VGV e participação em unidades referem‑se apenas aos 53 respondentes ou ao conjunto das 96 associadas.
Impactos e interpretação cautelosa
Os dados sugerem que a falta de informação prévia sobre a taxa condominial é um ponto sensível na instalação do condomínio: um terço dos entrevistados declara que a estimativa só chega ao morador na assembleia, situação associada a conflitos no período entre a assembleia e os 90 dias seguintes.
Sobre a atuação das administradoras, 44% dos respondentes informaram que a administradora passa a integrar o projeto cerca de três meses antes da entrega; em alguns casos a entrada acontece no dia da assembleia. Além disso, 34% avaliam que a administradora deveria entrar já na concepção do produto.
Utilidade prática para leitores
- Para compradores: os números indicam que a previsão da taxa pode não ser comunicada antes da assembleia em muitos empreendimentos; considerar essa possibilidade ao comparar propostas.
- Para incorporadoras e administradoras: o levantamento aponta janelas de participação distintas (entrada ~3 meses antes em 44% dos casos; em alguns casos no dia da assembleia) e mostra que envolver a administradora mais cedo foi apontado por 34% como desejável.
- Para síndicos e gestores: o período entre a assembleia de instalação e os 90 dias seguintes concentra reclamações e disputas, segundo a pesquisa; isso ajuda a priorizar comunicação e transparência nesse intervalo.
O que ainda precisa ser confirmado: a data da pesquisa, o questionário aplicado e a exata cobertura dos indicadores financeiros (R$ 90 bilhões e 45% das unidades) em relação aos 53 respondentes não foram informados na ficha disponível.
Fonte consultada: Portas — acessar publicação original.
