Notícias

Confira as atualizações do mercado

Rio registra 25.097 lançamentos e 24.634 vendas nos 12 meses até junho de 2026

Nos 12 meses encerrados em junho de 2026 a cidade do Rio de Janeiro registrou 25.097 unidades residenciais lançadas e 24.634 unidades vendidas, resultando em uma diferença de 463 unidades.

Os números principais

Os dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Brain para ADEMI-RJ) mostram:

  • 25.097 unidades lançadas no acumulado de 12 meses até junho de 2026;
  • 24.634 unidades vendidas no mesmo período;
  • 7.294 unidades comercializadas no 2º trimestre de 2026, alta de 44,1% em relação ao 2º trimestre de 2025;
  • Valor médio do metro quadrado residencial em junho de 2026: R$ 13.422, aumento de aproximadamente 13% em 12 meses;
  • A oferta disponível permaneceu próxima de 20%.

Onde a oferta e a demanda se concentraram

O levantamento do Secovi Rio indica que a Barra da Tijuca respondeu por 42,7% de todos os lançamentos da cidade no primeiro semestre de 2026, com 4.947 unidades lançadas entre janeiro e junho e 3.134 comercializadas no período — cerca de 63% dessas unidades já haviam sido vendidas. No acumulado de 2021 até o 1º semestre de 2026 a Barra soma 15.528 lançamentos e 12.007 vendas (taxa acumulada de comercialização de 77%).

O papel do Minha Casa Minha Vida e dos produtos por faixa

No primeiro semestre de 2026 o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) respondeu por 49,9% das unidades lançadas na cidade e por 38,3% das unidades comercializadas no período. Imóveis compactos representaram aproximadamente um terço das unidades lançadas e responderam por 30,7% das vendas; o médio padrão representou 29,6% das vendas.

Intervenções urbanísticas e renovação do Centro

Programas públicos também alteraram a dinâmica de oferta. Desde a segunda fase do Reviver Centro (iniciada em 2023) foram levantados 47 projetos licenciados ou em processo de aprovação; 13 desses projetos foram lançados, somando mais de 2,8 mil unidades residenciais, e 2,24 mil unidades já haviam sido vendidas no conjunto, com 65% destinadas a moradores finais e 35% a investidores. O Sinduscon-Rio estima que cerca de 6 mil pessoas passarão a morar na região central nos próximos 12 meses, podendo chegar ao dobro até 2027 (estimativa).

A Prefeitura do Rio sancionou a Lei Complementar nº 301, em 9 de julho de 2026, criando a Área de Especial Interesse Urbanístico Praça Onze Maravilha, que abrange 458 mil metros quadrados e prevê aproximadamente R$ 1,7 bilhão em investimentos ao longo de 20 anos; o plano urbanístico para a área prevê estimular a construção de cerca de 37 mil novas unidades residenciais (projeção do plano urbanístico). Em agosto a Prefeitura entregou as chaves dos 11 primeiros imóveis históricos contemplados pelo projeto Reviver Centro Patrimônio Pró-APAC (mencionado no texto).

Interpretação e limitações

Os números documentam expansão da oferta e forte participação do MCMV no período, mas contêm estimativas e aproximações: o aumento de cerca de 13% no valor do m² é aproximado; a oferta disponível é apresentada como “próxima de 20%”; e projeções como as de Praça Onze não significam que todas as unidades previstas estejam em construção. Declarações do Sinduscon-Rio sobre pessoas que passarão a morar no Centro são estimativas, não contagens efetivas.

Utilidade prática dos dados

Os dados ajudam a comparar ritmo de lançamentos e ritmo de vendas, a identificar produtos com maior absorção (MCMV e compactos) e regiões com maior concentração de oferta (Barra da Tijuca). Para interpretar corretamente riscos e oportunidades é preciso considerar que parte da expansão resulta de programas públicos e projetos de revitalização com cronogramas e aprovações distintas.


Fonte consultada: Broker News BR — acessar publicação original.

Deixe um Comentário