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Prefeitura cria APAC Bossa Nova para Ipanema e Leblon; decreto limita altura e amplia tombamentos

Resumo direto: A Prefeitura do Rio lançou a Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) Bossa Nova para Ipanema e Leblon, que impõe novos limites urbanísticos — entre eles gabarito máximo de 20 metros em áreas definidas — e amplia instrumentos de preservação, como tombamentos.

O que o decreto estabelece

O decreto cria a APAC Bossa Nova para preservar a paisagem cultural, o ambiente urbano e as características de Ipanema e Leblon. Entre as medidas anunciadas estão:

  • Limitação da altura de novas construções em áreas específicas, com limite máximo de 20 metros em trechos definidos.
  • Perímetro que abrange aproximadamente 750 edificações (o material não traz lista nominativa dessas edificações).
  • Vedação à criação de novas empenas cegas (paredes laterais ou de fundos sem janelas).
  • Imposição de tombamento definitivo para 17 imóveis em Ipanema que estavam protegidos provisoriamente.
  • Proteção, por tombamento, do tradicional calçadão em pedras portuguesas da orla de Ipanema e do Leblon, projetado por Renato Primavera Marinho para o IV Centenário da cidade (1965).
  • Declaração do Bar Garota de Ipanema, na Rua Vinícius de Moraes, nº 49, como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da cidade.
  • Proibição de reconstruir prédios demolidos com o mesmo volume quando isso ultrapassar os padrões permitidos para a região.
  • Restrição à instalação de painéis publicitários que encubram fachadas de bens tombados municipais.
  • Exigência de aprovação prévia do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural para intervenções em bens tombados e obrigatoriedade de apresentação de estudo de sombra.
  • Dispensa da criação de Área de Entorno de Bem Tombado para bens situados dentro dos limites da APAC.
  • Manutenção da aplicação da legislação geral do Plano Diretor para novas construções e acréscimos, com observação às orientações do IRPH.

Base técnica e responsáveis pelo projeto

O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cavaliere, em material publicado em 2026, com apresentação do projeto pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, e pela presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), Laura Di Blasi. Segundo a prefeitura, o IRPH e as secretarias de Urbanismo e de Cultura produziram um estudo ao longo de cerca de um ano e meio. O secretário municipal de Cultura Lucas Padilha também declarou posicionamento sobre a APAC no material oficial.

Impactos diretos apontados pelo decreto

  • Redução do potencial de altura para novas edificações em áreas definidas (limite de 20 m).
  • Ampliação do arcabouço de proteção patrimonial por meio de tombamentos e restrições ao licenciamento.
  • Limitação de intervenções que possam descaracterizar a morfologia da região, segundo declaração da secretaria responsável.

O que ainda precisa ser confirmado pelos proprietários e moradores

O material oficial contém pontos relevantes, mas deixa lacunas técnicas que são materialmente importantes para interpretar impactos sobre imóveis:

  • O perímetro que abrange “aproximadamente 750 edificações” não vem acompanhado de mapa ou lista nominal no material divulgado.
  • Não há definição pública, no texto apresentado, de quais “áreas definidas” terão o gabarito reduzido para 20 metros.
  • Os 17 imóveis tombados definitivamente foram mencionados de forma genérica, sem relação nominal ou endereços além da referência ao conjunto.
  • Expressões como “padrões permitidos para a região” e “condições especiais” — que influenciam regras sobre reconstrução, licenciamento e legalização — não são explicitadas no comunicado.

Por isso, proprietários e responsáveis por obras que possam ser afetadas pela APAC devem verificar, junto aos órgãos municipais competentes, se um imóvel está incluído no perímetro, quais regras aplicam ao lote e quais exigências técnicas (por exemplo, estudo de sombra) serão necessárias para licenciamento.

Contexto institucional e histórico citado

O calçadão da orla de Ipanema e Leblon, protegido pelo decreto, foi projetado por Renato Primavera Marinho para as comemorações do IV Centenário da cidade (1965). A prefeitura informa que, antes da APAC da Bossa Nova, o município já contabiliza 33 APACs, sendo a última a APAC do Grajaú (criada por decreto em 2014).

Conclusão: o decreto institui medidas de proteção e limitações urbanísticas em Ipanema e Leblon — incluindo gabarito máximo de 20 metros em áreas definidas, tombamentos e salvaguardas ao calçadão e ao Bar Garota de Ipanema — mas detalhes cartográficos e critérios técnicos essenciais para proprietários ainda não estão disponíveis no material oficial divulgado.


Fonte consultada: Prefeitura do Rio — Desenvolvimento Urbano — acessar publicação original.

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