Notícias

Confira as atualizações do mercado

am editorial 12343 1792457716

Tipos de janela de vidro e critérios de escolha

Escolha prática: a decisão sobre uma janela de vidro deve partir da tipologia (correr, giro/batente, pivotante ou basculante/maxim-ar) e dos critérios de ventilação, estanqueidade, limpeza, compatibilização com o entorno e manutenção.

Principais tipologias e como funcionam

  • Janela de correr: folhas deslizam horizontalmente sobre um trilho; em configurações com folhas sobrepostas, parte do vão permanece ocupada mesmo na posição de máxima abertura — a área geométrica aberta difere da área total do vão.
  • Janela de giro (batente): folha articulada em dobradiças laterais; dependendo do ângulo de abertura e da geometria, pode liberar grande parte do vão. ‘Batente’ também é o nome da região do marco onde a folha se apoia ao fechar.
  • Janela pivotante: a folha gira em torno de pivôs instalados em pontos distintos da borda lateral; o eixo pode ser central ou deslocado e o painel, ao abrir, avança para dentro e para fora, exigindo espaço em ambos os lados da esquadria.
  • Basculante / Maxim-ar (referência): citado como alternativa na tipologia; a ficha não detalha seu funcionamento, apenas a menciona como referência.

Critérios que devem orientar a escolha

  • Ventilação efetiva: não depende só da área do vão; a ventilação real varia com a direção do vento, obstáculos, telas e com a presença de outra abertura que permita escoamento do fluxo de ar. Considerar a projeção livre resultante da posição das folhas ao avaliar ventilação.
  • Estanqueidade ao ar e à água: refere-se a limitar infiltrações; o desempenho depende da geometria dos perfis, das vedações, da drenagem, da fabricação e da instalação, não apenas do tipo de movimento.
  • Limpeza e drenagem: trilhos, encontros entre folhas e drenos precisam de acesso para limpeza; drenos obstruídos podem reter água e provocar retorno ao ambiente.
  • Compatibilização com mobiliário e circulação: folhas que avançam para dentro/fora (pivotante) ou que abrem para o interior exigem verificar espaço livre e interferências com móveis e circulação.
  • Dimensionamento estrutural: folhas de maior presença visual exigem dimensionamento compatível de vidro, perfis e ferragens, considerando massa, deformações e frequência de uso.
  • Seleção do vidro: deve considerar dimensão da folha, forma de apoio, exposição ao vento, risco de impacto, proximidade de áreas de circulação e requisitos de segurança vigentes.

Erros comuns na especificação e medição

  • Medir apenas o contorno externo do vão sem conferir sobreposição entre folhas pode superestimar a área útil de passagem ou ventilação.
  • Ignorar puxadores, fechos e ressaltos que interferem em elementos próximos ao instalar móveis ou bancadas.

Limitações e referência normativa

O material consultado referencia a NBR 10821 como fonte de critérios de desempenho para esquadrias de edificações; a ficha não especifica quais requisitos da norma devem ser aplicados em cada situação, nem fornece parâmetros numéricos de desempenho (por exemplo, coeficiente U, estanqueidade medida ou desempenho acústico).

Checklist rápido para comparar opções

  • Verifique a projeção livre disponível na posição de maior abertura (considerando sobreposição de folhas).
  • Considere se o tipo de abertura exige espaço interno ou externo (pivotante, batente) e compatibilize com circulação e móveis.
  • Confirme existência e acessibilidade de drenos e trilhos para limpeza.
  • Peça informação sobre geometria dos perfis, sistemas de vedação e montagem — o desempenho contra ar/chuva depende desses itens e da instalação.
  • Considere requisitos de segurança e risco de impacto ao escolher o vidro adequado à dimensão da folha.

Fonte consultada: Viva Decora — Arquitetura — acessar publicação original.

Deixe um Comentário